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Sustentabilidade como novo padrão para investimentos

O tema sustentabilidade já faz parte do glossário corporativo há um bom tempo. Por vezes ganha destaque e chama a atenção pela urgência de se tratar a degradação do meio ambiente e a ameaça das mudanças climáticas.

Por outro lado, é crescente a corrente que trata os impactos não apenas pela ótica ambiental, mas pelos três pilares da sustentabilidade – o desenvolvimento ambiental, social e econômico, de forma
equilibrada.

Essa dualidade faz com que o tempo passe, novas visões sobre o tema apareçam e pede por reais ações de todos os envolvidos.

Diversos acontecimentos recentes nos mostram o quanto esse assunto (sustentabilidade) tem evoluído e ganhado corpo em todos os setores da sociedade. Em 2015 a Organização das Nações Unidas lançou nova agenda global com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que incluem temas como a mudança do clima, energia limpa, inovação, consumo sustentável, proteção à biodiversidade, paz e justiça, entre outras prioridades que já estavam presentes na agenda antecessora (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio).

Recentemente os desafios relacionados ao desenvolvimento sustentável ganhou ainda mais espaço nas discussões econômico-financeiras e na gestão de riscos. Um dos indicativos disso é a carta divulgada por Larry Fink, CEO da BlackRock (uma companhia americana de gerenciamento de investimentos de nível global, na ordem de US$ 6 trilhões) com o objetivo de reforçar a sustentabilidade como pilar de um desenvolvimento justo e possível.

Esse já é um texto tradicionalmente enviado às lideranças empresariais globais pelo líder da BlackRock. Além de reforçar a necessidade de as empresas passarem a considerar as dimensões ambientais, sociais e de governança, o executivo deixa claro que a própria Black Rock terá ações efetivas no que diz respeito ao tema sustentabilidade.

A Business Roundtable – associação que reúne as maiores corporações dos Estados Unidos – lançou no ano passado, um manifesto assinado por 181 CEOs de grandes empresas americanas (que inclui Andres Gluski, CEO da AES Corporation) reafirmando o compromisso dessas Companhias com todos os seus stakeholders e com o bem-estar social. Esse propósito de responsabilidade corporativa, segundo o documento, deve ser mais importante que o próprio lucro.

Nessa mesma direção, o ano de 2020 começou reforçando a visão de que a Sustentabilidade é parte importante na gestão de riscos. O Fórum Econômico Mundial, importante espaço de discussão anual que reúne os principais líderes empresariais e políticos para discutir as questões
mais urgentes enfrentadas mundialmente, lançou o Manifesto de Davos 2020 estabelecendo que o propósito das empresas deve ser colaborar com todos os seus grupos de interesse na criação de valor compartilhado e sustentado, incluindo funcionários, clientes, fornecedores, comunidades e sociedade como públicos a serem considerados juntamente com acionistas.

Pela primeira vez, em 15 anos, o Relatório de Risco Global 2020– lançado pelo mesmo Fórum e que indica tendências e prioridades – destacou os riscos ambientais nas primeiras posições do ranking em termos de probabilidade. Confira:

(1º) Extreme weather – (Clima extremo)
(2º) Climate action failure – (Falhas em ações climáticas)
(3º) Natural disasters – (Desastres naturais)
(4º) Biodiversity loss – (Perda de biodiversidade)
(5º) Human-made environmental disasters (Desastres ambientais causados pelo homem)

Tanto o destaque dado ao tema pelo CEO da Black Rock, pela Business Roundtable, quanto os que foram observados no Relatório de Risco Global, divulgado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, mostram a urgência e a posição dadas por importantes representantes das discussões econômico-financeiras ao tema Desenvolvimento Sustentável.

Já não se trata de um futuro longínquo, mas cada vez mais o mercado exigirá uma maior transparência por parte das empresas quando se trata de seu capital e seu potencial de crescimento e investimento. A busca por um novo modelo econômico, ou do que se denomina
como “capitalismo sustentável” já é uma realidade, que pode parecer pequena devido à urgência que precisa ser tratado, porém não é inexpressiva, ao contrário, se mostra em crescente evolução na discussão sobre o mercado econômico-financeiro dos países e grandes corporações.

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