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O 1º de Maio em tempos de pandemia: como será o trabalho daqui pra frente?

O 1º de Maio em tempos de pandemia: como será o trabalho daqui pra frente?

O Dia do Trabalho é uma data que celebra as conquistas dos trabalhadores em todo o mundo.

Sua origem remonta ao dia 1º de maio de 1886, quando foi iniciada uma greve, na cidade de Chicago, por melhores condições de trabalho. O movimento se espalhou e serviu de inspiração para outras lutas que se seguiram.

De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje, no Brasil, os trabalhadores têm seus direitos garantidos e muitas empresas desenvolvem um trabalho de Recursos Humanos para retenção de talentos, com programas de incentivos e pacotes de bem-estar.

Entretanto, em meio às incertezas devido a pandemia do coronavírus, há uma percepção unânime: a crise terá efeitos sobre a forma de trabalhar daqui para frente. O isolamento social e o home office integral vão criar novos hábitos e comportamentos nas corporações, com revisão das reais necessidades de se manter processos e estruturas.

O mundo não será o mesmo após o coronavírus, e lidar com a imprevisibilidade exige mudanças, principalmente na maneira como as decisões são tomadas. As equipes terão cada vez mais autonomia para entender os desafios e objetivos das empresas, bem como auxiliar nas tomadas de decisão, que antes eram privilégio do alto escalão corporativo.

A digitalização também é outro aspecto inegável daqui para frente. Como o trabalho a distância se tornou a nova realidade para muitas empresas, as plataformas digitais tornaram-se imprescindíveis e determinados processos que antes dependiam exclusivamente da ação humana presencial precisaram ser repensados e modificados com auxílio da tecnologia.

O home office e a desconfiança sobre a sua efetividade tiveram que ser colocados à prova, e as corporações que ainda não adotavam a prática tiveram que se adaptar a esta realidade. Trabalhar em casa exige concentração e planejamento, mas depois que nos estruturamos para isso, o desempenho é igual ou até superior ao realizado no escritório. As relações profissionais e pessoais cada vez mais se entrelaçarão e com o dinamismo da sociedade será muito complicado bater cartão daqui pra frente.

Na AES Tietê, a adaptação também foi necessária, porém muitos desses paradigmas já não faziam parte da cultura da empresa. O home office, por exemplo, já era estabelecido aos nossos colaboradores há cerca de 8 anos – uma vez por semana – e a digitalização dos processos já fazia parte do dia a dia devido a essa rotina de trabalho remoto.

Algumas adaptações e melhorias foram necessárias, pois o cenário contrário ao cotidiano até então estabelecido exigiu maior proximidade entre a liderança e as equipes, bem como uma comunicação ainda mais transparente e ágil:

Abrimos um novo canal de comunicação: calls semanais do CEO com a diretoria para que nossos colaboradores continuem informados sobre tudo o que acontece e tenham a chance de tirar dúvidas e dar sugestões.
Envio de e-mails semanais: com conteúdos atualizados sobre o coronavírus e dicas de proteção e de convivência social durante este período.
Antecipação da vacinação contra a gripe: para que os colaboradores fossem imunizados e garantissem a proteção diante do cenário caótico na saúde.
Distribuição de kits ergonômicos: aos colaboradores que estão de home office para melhorar o conforto e o bem-estar, além de prevenir futuros problemas de saúde. O kit contém teclado, monitor, mouse, suporte para note, suporte de pé e cadeira.

O fato de que a pandemia transformou e transformará ainda mais a nossa forma de trabalhar é inegável, mas com práticas simples e pensamento disruptivo certamente as mudanças serão para melhor. A humanização e a colaboração nos ambientes de trabalho serão essenciais daqui pra frente, e as empresas que já praticam essa dinâmica se sobressairão aos olhos dos colaboradores e do mercado.