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Julian Nebreda: líder de um novo setor elétrico que a AES Tietê está construindo

Em sua sala no prédio onde o escritório da AES Brasil está localizado, em São Paulo, o executivo Julian Nebreda, atual presidente da AES no Brasil, mantém uma pequena estátua como parte da decoração simples: uma formiga metálica, arrastando com suas presas uma folha larga. “É referência à importância do trabalho”, explica Julian com sotaque que entrega suas raízes latino-americanas.

Julian é um executivo especializado no setor elétrico – e tem mais de 20 anos de experiência dentro do grupo AES; conhecimento e expertise que o capacitaram a liderar as iniciativas da empresa no Brasil, com o desafio de fazer a empresa crescer com energias renováveis, com baixo impacto ambiental e baixo custo para os clientes.

“Meu trabalho é desenvolver projetos elétricos, trazer novas oportunidades de negócios para a companhia e solucionar as necessidades dos clientes”, diz Julian em entrevista exclusiva ao site da AES Tietê. “É o que faço todos os dias.”

E para que essa missão seja bem-sucedida, diz Julian, algumas tecnologias são chave: o uso de baterias para o armazenamento de energia , projetos de geração fotovoltaica, e a associação entre geração hidráulica e eólica.

“Estamos convencidos de que a energia limpa é o futuro”, diz. “O mundo precisa reduzir as emissões de gases de efeito estufa, e o setor elétrico é um dos que contribui nessas emissões.” Dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa Brasileiro (SEEG-Brasil) apontam que, em 2016, o setor elétrico foi responsável por 19% das emissões do país. Foi o terceiro maior emissor. No mundo, a situação é ainda mais delicada: o setor responde por 74% das emissões.

Para Julian, esse cenário se traduz em uma “oportunidade histórica”. A AES Corporation assumiu um compromisso global de reduzir a sua pegada de carbono em 25% em 2020 e em 50% em 2030. No último ano apenas, a empresa adicionou 2,3 GW de renováveis ao portfólio de ativos e no Brasil, a AES Tietê adquiriu 690 MW de projetos solares e eólicos nos últimos 2 anos.

“Hoje, as novas tecnologias renováveis permitem que as necessidades dos clientes sejam atendidas ao mesmo tempo em que se reduz o impacto ambiental da nossa indústria”, diz Julian. “Claro que há desafios, e para acelerar essa mudança, precisamos trabalhar muito.”

Confira, a seguir, a entrevista que Julian Nebreda concedeu ao site da AES Tietê:

AES Tietê: Olá Julian! Você pode contar ao leitor que não o conhece um pouco da sua história?

Julian Nebreda: Primeiro, pelo sotaque, você vai ver que eu não sou brasileiro (risos). Eu trabalho na AES há mais de 20 anos. Já trabalhei em seis países; sou um executivo do setor elétrico. Quase toda a minha vida profissional foi dedicada a desenvolver projetos, trazer novas capacidades e criar novas oportunidades de negócios para a companhia.

 

AES Tietê: Você pode nos contar qual é a motivação por trás do mote da AES Corporation, de “acelerar o futuro com energia limpa”?

Julian Nebreda: Estamos convencidos de que a energia limpa é o futuro. O mundo precisa reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Não há dúvida quanto a isso. Precisamos fazer a transição para um mundo mais sustentável. Essa é uma necessidade urgente. O setor elétrico é um dos que contribui com essas emissões. Hoje em dia, as tecnologias renováveis nos permitem atender às necessidades dos clientes, de energia confiável, sustentável, ao menor custo, e também reduzir o impacto ambiental da nossa indústria. Essa é uma oportunidade histórica.

Naturalmente, estamos trabalhando em inovação, fazendo investimentos muito importantes em energia renovável. Também estamos investindo em baterias, porque o uso de baterias na rede elétrica vai ajudar com a integração da energia renovável de maneira mais eficiente ao sistema.

Armazenamento de energia na Usina hidrelétrica de Bariri

 

AES Tietê: Como o cliente se beneficia com esse processo?

Julian Nebreda: Estamos constantemente trabalhando em novas soluções para o nosso cliente, porque acreditamos que o futuro seja verde e renovável. Queremos estar conectados com as necessidades dos clientes para propor alternativas que estejam de acordo com o que eles precisam. Esse é o nosso trabalho. Não somente aqui no Brasil, mas em todo o mundo, em cada país, solucionando os seus desafios específicos para tornar a nossa indústria cada vez mais sustentável.

AES Tietê: Nesse cenário, qual o caminho para a AES Tietê crescer, gerar valor aos clientes e aos acionistas?

Julian Nebreda: Para gerar valor ao acionista, você precisa gerar valor ao cliente. Esse tem que ser o foco; trabalhar concentrado no cliente. E se você trabalha concentrado no cliente, oferta uma solução de energia com menor custo, de maneira sustentável e segura. Desta forma, você consegue dar ao acionista o retorno que ele busca. E nós estamos concentrados nisso. Este é o melhor momento para se trabalhar no setor elétrico, porque existe uma mudança na matriz energética, tecnológica, e o cliente está mais exigente. É uma excelente oportunidade para gerar valor.

 AES Tietê: Nesse contexto, você pode falar um pouco sobre os atuais projetos da AES Tietê?

Julian Nebreda: Estamos trabalhando para trazer energia solar fotovoltaica ao estado de São Paulo. A energia fotovoltaica no Brasil está essencialmente no Nordeste, e estamos comprometidos em trazer essa energia para cá – com projetos em torno de 300 MW. Vemos no estado de São Paulo grande potencial para esse tipo de solução. Principalmente para geração distribuída, nos modelos de fazendas solares com a geração compartilhada.

Outro tema estratégico é a energia eólica. Há uma grande oportunidade no Brasil pela correlação que existe entre a energia eólica e a hidráulica. Há uma correlação negativa: quando há chuva não há vento, e quando há vento não há chuva. Nós achamos que existe uma grande oportunidade para fazer as duas coisas, criando aos nossos clientes uma estrutura de energia muito mais estável. Então estamos dedicados, investindo em eólica, e melhorando nossas usinas hidrelétricas, estudando com muito detalhe essa relação entre os dois.

Alto Sertão II

AES Tietê: Você pode falar um pouco sobre os projetos de bateria e armazenamento de energia?

Julian Nebreda: No Brasil há uma grande oportunidade para o uso de baterias. O país tem um dos maiores sistemas de interligação nacional do mundo. É um país continental. Então, o uso de baterias pode colaborar com o fortalecimento do sistema interligado. O Brasil também possui muitos sistemas isolados, especialmente em cidades menores, no Norte do país, que precisam de energia. Hoje, essas áreas usam uma energia essencialmente térmica, e nós acreditamos que com a união de baterias e sistemas solares, nós podemos oferecer uma solução muito melhor para essas pessoas e aos clientes.

AES Tietê: Como a AES Tietê se encaixa na estratégia maior da AES Corporation?

Julian Nebreda: O Brasil é central nessa estratégia. Primeiro, porque tem uma grande realidade hidráulica, mas também um grande potencial eólico e solar, e uma estrutura de transmissão muito desenvolvida. Todos esses fatores o colocam como pioneiro no desenvolvimento de um novo setor elétrico. Outra coisa que no caso do Brasil é muito importante são as pessoas.

A capacidade de adaptação à inovação dos brasileiros, fruto de um país com uma cultura aberta e variedade racial, é incrível. Em um momento como este, de transformação, possuir colaboradores que aceitem a inovação como uma oportunidade faz grande diferença. E a AES vê o Brasil dessa forma. Temos o objetivo de ser o modelo que a AES pode replicar em outros lugares do mundo. Podemos desenhar aqui as soluções que vão ajudar a indústria elétrica a se adaptar a todas essas mudanças.

AES Tietê: Você pode comentar um pouco sobre a estratégia da empresa para este ano?

Julian Nebreda: Temos uma estratégia muito clara. Nós queremos ter para 2020 a metade do nosso ebitda [lucro antes de encargos financeiros e impostos] vindo de energias renováveis não hidráulicas com contratos de longo prazo. Traçamos uma estratégia para alcançar esse objetivo, e estamos dedicados a este objetivo neste ano.

É uma estratégia simples. Todo nosso esforço está dedicado em trabalhar perto do cliente. É ele nossa motivação diária, entender suas necessidades e identificar oportunidades que podemos atender, de forma antecipada.