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Investimento em autoprodução de energia volta a atrair empresas

No Brasil, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN), há 249 agentes autoprodutores de energia, que juntos produziram 101,2 TWh em 2018, 98% a mais do que em 2008.  A Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape) reúne 8 GW de capacidade instalada, considerando apenas os seus associados. Esses dados demonstram que o setor elétrico tem vivido uma nova onda de investimentos em autoprodução nos últimos anos.

Incentivadas pela redução nos custos das fontes renováveis de energia, pelo aumento dos preços da eletricidade e por compromissos ambientais para tornar as suas operações mais sustentáveis, indústrias de diferentes segmentos passaram a investir ou firmar parcerias para viabilizar empreendimentos eólicos e solares.

O movimento retoma uma tendência registrada entre a segunda metade dos anos 1990 e o início dos anos 2000, quando indústrias que precisavam de robustos sistemas de supervisão e controle para gerenciamento de seus ativos energéticos investiram na construção de novas hidrelétricas para ter acesso a uma fonte de energia mais barata.

Foi nesse contexto que empresas dos setores de mineração e siderurgia, cervejeiro e plásticos, participaram da implementação de grandes empreendimentos.

As restrições ambientais para a construção de novos projetos hidrelétricos, até então a fonte de energia elétrica mais barata, e o surgimento do mercado livre reduziram drasticamente os investimentos em autoprodução no início dos anos 2000. A promessa de reduzir a conta de luz em 30% “da noite para o dia”, por meio da negociação direta com geradores ou comercializadores, fez com que as indústrias optassem pela migração para o ambiente livre de contratação.

Com o advento de novas tecnologias e modelos de negócio, principalmente o crescimento da energia eólica no Brasil, o investimento em autoprodução voltou a ser atrativo, desta vez, não apenas os eletrointensivos, mas também indústrias que desejam ser mais sustentáveis e eficientes para as suas operações.

Preço da energia eólica cai 30% em 10 anos

Fruto dos ganhos de escala e do aumento de eficiência das turbinas, o preço da energia eólica teve uma queda de cerca de 30% nos últimos 10 anos. No começo de novembro, a Unipar Carbocloro, indústria do setor químico, firmou uma joint venture (sociedade sem caráter definitivo, com o objetivo de iniciar ou realizar uma atividade econômica comum) com a AES Tietê para a construção de um parque eólico de 155 MW na Bahia, um investimento total de R$ 620 milhões.

Quando estiver operando em 2022, o Parque Tucano fornecerá energia suficiente para 30% da demanda por energia elétrica do grupo, porém o projeto prevê ampliar a participação da autoprodução gradativamente na porcentagem de demanda de consumo.

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