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Gestão de ativos de energia. Por que é importante você pensar nisso?

 O termo “gestão de ativos” pode soar complexo para uma pessoa que não está familiarizada a ele. Mas a realidade é bem diferente – e para uma empresa que deseja se manter competitiva, é importante entender do que se trata esse conceito.

A gestão de ativos é um sistema que se baseia em um conjunto de normas que orientam empresas de forma que elas sejam capazes de otimizar a manutenção de seus ativos, desde o seu planejamento até o momento em que eles são desligados, quando não estão mais desempenhando como o esperado.

Esse sistema auxilia na administração de operações complexas, onde a supervisão de ativos pode estar distanciada do ambiente financeiro e administrativo. Ela aproxima o chão de fábrica do círculo decisório da empresa.

E a AES Tietê é referência global em gestão de ativos. Em 2013, ela foi eleita a primeira empresa da América Latina a receber a certificação PAS 55 – Certificação Internacional de Gestão de Ativos. Esse esforço melhorou de forma significativa a performance de seus próprios ativos, aumentando a disponibilidade de geração das unidades hidrelétricas, reduzindo falhas e criando uma cultura voltada à gestão dos ativos que, a exemplo da segurança, se tornou uma bandeira para toda a equipe na busca de aprimoramentos constantemente.

Agora, a AES Tietê segue investindo em ações disruptivas de gestão de ativos e ainda utiliza esse conhecimento para oferecer soluções tecnológicas e de alta performance aos seus clientes, ao mesmo tempo em que contribui para transformar o sistema elétrico global rumo à eficientização e baixo impacto ambiental.

Quem conta essa história é Ítalo Freitas, presidente da AES Tietê, que acompanhou de perto esse processo, e compartilha sua visão sobre o tema nesta entrevista exclusiva:

AES Tietê: Olá, Ítalo! Você pode nos explicar do que se trata a gestão de ativos?

Ítalo Freitas: A gestão de ativos é um sistema que, ao ser implantado nas empresas que demandam grandes ativos, balanceia performance, custo e risco. Ao falar de performance, nos referimos à disponibilidade de equipamentos, à confiabilidade e à possibilidade de manutenção deles, ou seja, o quanto esse ativo pode produzir com maior eficiência, independente do ramo ou do setor industrial em que ele está instalado.

O risco é o quanto o ativo pode impactar financeiramente a empresa, seja por uma questão de confiabilidade, de disponibilidade ou mesmo de output. O custo se refere ao recurso financeiro necessário para produzir com esse ativo em relação aos resultados financeiros que o mesmo pode proporcionar. Se determinada unidade geradora requer um investimento elevado para operar com eficiência ou mesmo possui despesas recorrentes expressivas para sua manutenção e operação, estes custos são avaliados e ponderados para a melhor tomada de decisão, se vale continuar a operação ou a troca e descomissionamento do equipamento.

O sistema de gestão de ativos perpetua nas empresas aquilo que é regulamentado, ou seja, ao ser implementado, mesmo que as pessoas que estejam liderando a empresa saiam ou os diretivos sejam trocados, o sistema continuará funcionando em prol desses três pilares: performance, custo e risco.

AES Tietê: A gestão de ativos é um software?

Ítalo Freitas: A gestão de ativos não é um software, mas um sistema, um conjunto de normas que mudam a cultura de uma empresa por meio da tecnologia e da implantação de processos.  O sistema conecta o chão de fábrica ao ambiente financeiro por meio da análise de performance, risco e custo.

Essa análise é feita desde a compra até o desligamento do ativo, passando pela contratação, projeto e desenho, pela manutenção, o monitoramento das condições dos ativos, até o descomissionamento, quando ele não atinge mais a performance ou custa muito caro para a empresa.

AES Tietê: Como a gestão de ativos impactou positivamente a operação da AES Tietê?

 Italo Freitas: Em 2009, verificamos que os resultados operacionais da empresa poderiam ser melhorados. Tínhamos um alto nível de paradas forçadas e um baixo nível de paradas programadas e de manutenções preventivas. Isso afetou o resultado financeiro da empresa. Neste momento, decidimos buscar uma forma de melhorar essa situação e encontramos a PAS 55, uma norma inglesa que regulamentava a gestão de ativos naquele país. Decidimos implantá-la na AES Tietê e o resultado foi imediato. Houve redução do nível de despesas na ordem de 15%, redução de 75% do indicador de paradas forçadas nas unidades geradoras, redução do prêmio de seguro de aproximadamente 14% e vários reconhecimentos na área de segurança, como por exemplo o fato de termos sido a primeira companhia a receber o prêmio Eloy Chaves categoria diamante em 2016.

Em apenas 3 anos, diminuímos em quase 6 vezes a taxa de paradas forçadas de nossas usinas hidrelétricas. Seguimos com a implantação do sistema e isso melhorou a performance das pessoas porque elas ganharam novas competências na medida em que várias tecnologias foram implementadas, tais como: o uso de drones e novos sistemas de gestão e automatização. Para aprenderem a usar essas novas tecnologias, 100% dos colaboradores responsáveis pela operação passaram por algum tipo de treinamento ou capacitação.

Um outro resultado relevante foi que 85% do parque de unidades geradoras foi modernizado.

Em 2012, a ISO (Organização Internacional para Padronização) lançou a ISO 55000, que é a base para a gestão de ativos como norma internacional. Decidimos implantar também a ISO 55001 que é a regulamentação da 55000, na AES Tietê.

As normas, tanto a ISO 55001 quanto a PAS 55, são um conjunto de itens que orientam as empresas na obtenção da melhor performance de seus ativos dentro do ciclo de vida deles.

Essas iniciativas geraram uma série de benefícios adicionais. Criamos algumas estratégias, como a centralização de nossas operações em nosso Centro de Operações da Energia, o COGE, e táticas de manutenção que viabilizaram outros centros de excelência tais como o Laboratório Digital, o Centro de Suporte e Diagnóstico de Engenharia, a Sala de Controle de Telecomunicação e Sistemas e o Centro de Monitoramento de Reservatórios e Segurança de Barragens, o que aumentou ainda mais a performance, a segurança e a gestão das usinas.

AES Tietê: Como foi o impacto no setor elétrico do pioneirismo da AES Tietê na gestão de ativos?

 Ítalo Freitas: A AES Tietê faz parte de um grupo de empresas que formam o setor elétrico brasileiro. Então, ao trazer esse conhecimento, ela se tornou uma influenciadora do setor. Hoje, a AES Tietê lidera um grupo de trabalho que está trazendo a ISO 55001 para o Brasil e influencia outras empresas também, que já estão se credenciando para a ISO 55001. Reguladores do sistema elétrico também se interessaram em conhecer o que a AES Tietê implantou, pois existe a intenção de aplicar o sistema ao setor elétrico brasileiro como um todo, pois no final do dia o setor é um grande conjunto de ativos que também precisa de normas e estruturação.

AES Tietê: Como a expertise da AES Tietê na gestão de ativos impacta os clientes da empresa?

 Ítalo Freitas: Somos uma empresa que oferta soluções integradas de energia. Oferecemos a solução completa: do projeto, construção até a operação. Ou seja, o cliente tem a certeza que a AES Tietê, com toda essa expertise em gestão de ativos, vai fazer uma gestão com boa performance, bom custo e uma gestão de riscos mais adequada. Isso assegura o retorno do investimento e a tranquilidade do cliente em saber que seu parceiro de energia vai cuidar da sua geração como faz com suas próprias usinas.