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Energias renováveis puxam redução de 5% na emissão de gases poluentes no Brasil

O Brasil é um país rico em recursos naturais e o potencial para aproveitamento das fontes de energias renováveis é enorme, já que o clima e a posição geográfica são extremamente favoráveis.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) mostram que mais da metade da matriz de energia elétrica brasileira (61%) é baseada em fontes hidráulicas e, ainda, conta com parcelas representativas na geração a partir de fontes eólicas (8,6%) e de biomassa (8,5%).

Essa é uma tendência que se vê pelo mundo todo, como mostram os números de estudos da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) que apontaram aumento de 20% na contratação de energia renovável no mundo entre 2017 e 2018: 7.200 MW em 2018 frente os 5.400 MW alcançados em 2017.

REDUZIR EMISSÃO DE GASES POLUENTES ESTÁ NA PAUTA

É com este cenário que o setor industrial vem buscando alternativas financeiras e sustentáveis para superar os constantes desafios. A frequente promoção de práticas que diminuem os impactos produtivos no ambiente, como a diminuição das emissões de gases de efeito estufa, é uma dessas pautas.

Um relatório recente do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), promovido pelo Observatório do Clima, rede de organizações da sociedade para discutir os impactos da mudança climática no contexto brasileiro, e divulgados no início de novembro, mostrou que as emissões de gases no Brasil ficaram praticamente estáveis se comparadas ao mesmo período de 2018, o que reforça o desafio do país considerando que devemos limitar o aumento do aquecimento global em até 1,5º até 2030.

O ponto positivo foi o setor energético, com redução apresentada de 5% tendo o incremento das renováveis (eólica e solar) na matriz energética brasileira como um dos fatores para esse resultado.

“As fontes renováveis não-hídricas(…) permaneceram ganhando importância”, foi o que apontaram as análises do relatório. Como se vê no gráfico abaixo, a geração de energia elétrica no Brasil a partir das fontes eólica, biomassa e solar, ultrapassou a produção de energia vinda de usinas térmicas.

Outro dado que chama bastante a atenção é que entre 2019 e 2024, a capacidade de geração de energias renováveis no mundo irá expandir em 50%, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA).

O carro-chefe dessa expansão serão as usinas solares, com 60% de toda a capacidade de geração esperada para o período.

BENEFÍCIOS DA ENERGIA RENOVÁVEL

Desenvolvimento sustentável: Ao adquirir energia renovável, a empresa colabora para a redução da emissão de dióxido de carbono e de outros gases responsáveis pelo efeito de estufa, além de cumprir suas metas ou protocolos de sustentabilidade.

Incentivo à tecnologia: Contratos de longo prazo viabilizam a construção de novos parques geradores renováveis e movimentam a cadeia produtiva, envolvendo tanto a energia solar como a eólica, beneficiando também a sociedade e a economia brasileira.

ENERGIA SOLAR

A evolução da tecnologia envolvida na geração de energia solar, como por exemplo, nos painéis solares, foi muito grande nos últimos anos tornando os equipamentos mais potentes e ao mesmo tempo com custos cada vez mais acessíveis.

Esse é mais um argumento que reforça o quanto a energia solar é uma solução economicamente viável. Além dos ganhos ambientais, existem vantagens do uso de energia solar em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a grandes investimentos em linhas de transmissão.

Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética sua utilização ajuda a diminuir a procura energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.

O Brasil tem 2.300 MW de potência em energia solar fotovoltaica centralizada, representando atualmente cerca de 1,3% da matriz elétrica do país, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.

Os complexos Guaimbê e Ouroeste, da AES Tietê, somam 300 MW de potência e R$ 1,2 bilhão em investimentos, colocando o Estado de São Paulo no mapa dos mais relevantes geradores de energia renovável no Brasil.

ENERGIA EÓLICA

A energia eólica é uma fonte inesgotável e não emite gases poluentes ou gera resíduos. É uma das fontes mais acessíveis de energia podendo competir em termos de rentabilidade com as fontes de energia tradicionais.

Além dos ganhos diretos com uma energia limpa, os parques eólicos se tornam ainda mais vantajosos, pois contribuem para garantir outros usos do terreno como a agricultura e a criação de gado. São empregos gerados e mais investimento nas áreas que abrangem os parques.

A energia eólica também possui números expressivos de crescimento. O Brasil superou a marca de 15.000 MW de capacidade instalada, potência superior à da maior hidrelétrica da América Latina, a binacional Itaipu, de 14.000 MW. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), a perspectiva é de que até o final de 2024 sejam, pelo menos, 19.000 MW de capacidade instalada.

O Complexo Eólico Alto Sertão II, da AES Tietê, está localizado no Estado da Bahia e possui capacidade instalada total de 386,1 MW e energia contratada por 20 anos. Um dos maiores parques eólicos do país que contribui para o aumento de produção de energia limpa e redução das emissões de gases poluentes na atmosfera.

NÓS PODEMOS TE AJUDAR

A AES TIETÊ para atender à crescente demanda por energias renováveis, tem investido cada vez mais na geração de energia limpa. Prova disso foi o investimento no Parque Eólico Tucano, com construção prevista para iniciar em 2021, localizado no estado da Bahia e com capacidade de geração inicial de 322,4 MW.

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