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AES Tietê é pioneira na aceleração de startups no setor elétrico

Com o objetivo de inspirar ideias e soluções inovadoras que pudessem gerar inovação em produtos, serviços ou modelos de negócios em energia, abrimos inscrições, em 2016, para a aceleração de projetos de startups.

Por meio de uma chamada pública, que obedeceu aos requisitos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento regulado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), possibilitamos que startups voltadas à inovação enviassem suas propostas de projetos com soluções dentro dos cinco direcionadores tecnológicos da companhia: internet das coisas, geração distribuída, armazenamento de energia por meio de baterias (energy storage), eficiência energética e veículos elétricos.

A AES Tietê foi a primeira empresa de energia a estruturar um programa de aceleração de startups e o resultado foi surpreendente. Ao todo, recebemos 233 propostas, que foram pontuadas de acordo com critérios estabelecidos pela AES Tietê e em conformidade com os requisitos da agência reguladora. Destes, selecionamos os oito candidatos mais qualificados para iniciar a primeira etapa do processo de aceleração. As equipes selecionadas foram convocadas para uma série de entrevistas, workshops e mentorias, realizadas em São Paulo, junto aos nossos parceiros técnicos, SENAI e Liga Ventures.

Na etapa final, escolhemos as duas startups vencedoras – Newatt e Dayback – que irão desenvolver projetos voltados aos temas da eficiência energética, microrrede e energia renovável. Cada empresa receberá o incentivo de R$ 500 mil para o desenvolvimento do seu negócio.

Inovação aberta

Ao priorizar a inovação e trabalhar no formato de cocriação com as startups, pretendemos transformar as boas ideias em benefícios econômicos e socioambientais que ganhem escala e que revolucionem o mercado elétrico. Nesse cenário, inovar, mais do que um verbo de efeito, é uma necessidade básica para continuarmos liderando o mercado para a transição energética.

Com o intuito de fazer diferente e ir além de uma aceleradora comum, que aposta no modelo do Programa P&D ANEEL clássico, realizamos um movimento mais agudo no sentido da inovação aberta, disponibilizando aos empreendedores nossos recursos, estrutura, apoio técnico especializado e acesso ao mercado.  Como outro diferencial do programa, definimos os temas estratégicos que trabalhamos na companhia, para os quais os participantes poderiam abordá-los de forma livre.

Para falar com o ecossistema empreendedor, disponibilizamos às startups o acesso aos mentores da companhia, aos nossos parceiros e especialistas em diferentes áreas. Por meio da parceria com o SENAI, as empresas terão acesso a laboratórios de alta tecnologia, com a estrutura necessária para transformar seus projetos em um produto pronto para ser comercializado.

Esse contato próximo às startups tem transformado nossa forma de trabalhar, pois nos impulsiona a arriscar novas possibilidades de negócio, nas quais a inovação, a digitalização e a disrupção estão cada vez mais presentes.

“Trazer soluções criativas e disruptivas de fora agrega valor à companhia, na medida em que as ações podem ser adaptadas à realidade da AES Tietê. A partir do sucesso dessa iniciativa, pretendemos desenvolver novas chamadas públicas com esse viés de inovação, e participar desse movimento de cocriação junto aos empreendedores e startups”, destaca Rodrigo D’Elia, diretor de Engenharia, Construção e Serviços da AES Tietê.

Próximos passos

A aceleração dos dois projetos, iniciada em novembro, tem duração prevista de quatro meses. Durante esse período, nossa equipe de P&D tem estudado com mais detalhes as soluções apresentadas, os modelos de negócio propostos e a modelagem dos produtos para estudos de viabilidade.

Após essa etapa e a partir dos resultados apresentados, teremos um “go no go” para a tomada de decisão por parte do nosso comitê de P&D, formados por especialistas e executivos da companhia. O projeto que tiver seu parecer favorável seguirá com o fluxo de aprovação de um projeto comum, com duração estimada de oito meses, para futura comercialização no mercado.

Para 2018 está prevista uma nova chamada pública, seguindo os mesmos moldes da primeira. 

Conheça os projetos das startups vencedoras

Newatt – Desenvolvimento de um hardware e um software para coletar e analisar os dados de consumo de energia dos clientes. A partir desse conceito, inovador no Brasil, pretende-se aumentar a eficiência energética das empresas por meio do acesso às informações de consumo.

Dayback – Consiste na produção e comercialização de uma turbina eólica com rotores aerodinâmicos, concebida para oferecer maior eficiência em ambientes urbanos, com uma placa solar integrada e com motor elétrico para retirada da turbina da inércia. Para os clientes com consumo superior a 200kWh/mês, a vantagem consiste em poder gerar parte da energia elétrica consumida no seu local de consumo, o que resulta em maior eficiência e redução nos custos.