Loading...

Histórias

05/03/2018

Vice-presidente comercial e de relações externas, Ricardo Cyrino, revela oportunidades e vantagens do mercado livre de energia

Com o avanço de novas tecnologias e a otimização de serviços, estar fora de novas possibilidades de negócios pode retroceder o desenvolvimento da sua empresa. O mercado livre de energia se apresenta como um caminho eficiente para empresas de médio e grande porte que desejam ter maior controle e conhecimento sobre seu suprimento de energia e, ainda, consumir energia de fontes renováveis.

O vice-presidente comercial e de relações externas da AES Tietê, Ricardo Cyrino, traz insights sobre o atual estágio de desenvolvimento do mercado livre de energia e quais oportunidades e benefícios esta alternativa oferece às empresas.

AES Tietê: O que é mercado livre de energia e por que ele pode ser uma alternativa interessante a alguns segmentos de clientes?

Ricardo Cyrino: O mercado livre de energia é uma opção para clientes que queiram comprar energia diretamente do supridor e não da distribuidora. A principal vantagem é a livre negociação das condições contratuais, como preço, prazo, perfil da energia e uma série de outras condições. Essa negociação é feita diretamente com o supridor. Mas o cliente continua conectado às distribuidoras, e paga pelo uso das suas redes.

A diferença é que quando o consumidor tem contrato somente com a distribuidora, ele está sujeito às regras que ela tem que seguir e, por isso, chamamos essa opção de mercado regulado. Não há flexibilidade na negociação do contrato. Já o mercado livre traz essa flexibilidade na contratação.

Os clientes que podem usufruir desse ambiente, que chamamos de ambiente livre, são indústrias e comércios de médio e grande porte. A partir de um consumo de 500kW, a empresa pode migrar para o mercado livre e adquirir energia do supridor que ela escolher.

Este é um ambiente muito interessante, em que os consumidores conseguem adequar suas demandas de energia a um contrato mais vantajoso.

AES Tietê: Quem pode ofertar esse tipo de energia no ambiente livre hoje no Brasil?

Ricardo Cyrino: Hoje, os supridores no mercado livre brasileiro são basicamente geradoras, como a AES Tietê, e comercializadoras de energia, que fazem a intermediação. Elas não produzem, mas compram energia de geradoras, como a AES Tietê, e revendem para o cliente. A vantagem que um cliente tem ao comprar energia diretamente do gerador é que ele evita um intermediário, comprando diretamente de quem produz, e tem muito mais segurança na entrega da energia.

 AES Tietê: Na sua visão, quais as oportunidades mais interessantes que os clientes poderão encontrar no setor elétrico nos próximos anos?

Ricardo Cyrino: Eu diria que, para os próximos anos, com os avanços das novas tecnologias e com o aperfeiçoamento do marco regulatório do país, que deve sair em breve, teremos novas oportunidades, como por exemplo, a geração distribuída.

Nesse caso, atingimos uma camada diferente de clientes, que não podem migrar para o mercado livre, mas que passam a ser capazes de escolher sua própria forma de geração. Ou seja, em vez de consumir energia da distribuidora, eles mesmos podem gerar sua eletricidade, com pequenas fontes, como placas solares no telhado, fazendas ou comunidades solares, como chamamos um conjunto de instalações abastecidas por uma fonte remota, conhecida como geração compartilhada.

E existem outras soluções, como a cogeração, a autoprodução, entre outras. São soluções que já existiam, mas que vêm sendo aperfeiçoadas e que a AES Tietê passa a oferecer como um conjunto de soluções integradas. Oferecemos uma gama muito maior de produtos, além da gestão ao cliente. Nós o orientamos e auxiliamos na escolha das soluções mais adequadas para o seu perfil de consumo.

AES Tietê: Quais tipos de clientes podem se beneficiar dessas novas oportunidades de flexibilização no consumo de energia?

 Ricardo Cyrino: Temos dois conjuntos: os clientes que têm porte para adquirir a energia do mercado livre, que também podem optar por soluções distintas da simples aquisição de energia, e os clientes de menor porte, de baixa tensão, que não podem migrar para o mercado livre, mas que podem buscar soluções de geração distribuída.

Na baixa tensão, nosso maior foco está em clientes de varejo, franquias, supermercados, farmácias, etc. Todo setor de comércio que tenha várias lojas em baixa tensão, que conseguimos agregar e oferecer uma solução solar para esse conjunto.

AES Tietê: Quais são as vantagens de oferecer este tipo de comercialização de energia?

Ricardo Cyrino: A AES Tietê, por ser uma geradora, possui uma vantagem competitiva natural. Ela produz energia, então consegue entregá-la diretamente aos clientes. Além disso, temos a implementação de uma plataforma integrada, oferecendo uma gama diferente de produtos. Temos muito mais flexibilidade. Outro diferencial é a nossa estrutura com uma área de inteligência de mercado e outra de relacionamento com os clientes, de forma a estarmos muito mais próximos para entender e atender às necessidades dos clientes.

No fim do dia, o cliente não quer só preço. Ele também quer ter certeza de que, quando precisar, terá alguém ao seu lado que vai ajudá-lo a encontrar a melhor solução para sua necessidade. Estamos muito bem estruturados, focados em atender bem o cliente, construindo com ele as melhores soluções. Como uma geradora e também como uma integradora, nós podemos oferecer todos os produtos e uma gestão de qualidade.

AES Tietê: Como a AES atua para minimizar os riscos do cliente na compra de energia, em relação às variações de preço e hidrologia, por exemplo?

Ricardo Cyrino: A gestão de risco é um ponto extremamente importante, tanto para a AES Tietê quanto para o cliente. Nosso parque gerador é composto por usinas hidrelétricas, eólicas e, em breve, três usinas solares. Gerenciamos um portfólio diverso que nos dá proteção para um risco específico, seja hidrológico, do vento ou de irradiação solar. São todas variáveis climáticas, sendo que no caso da hidrelétrica temos menos variabilidade, porque existem reservatórios, mas em situações de secas contínuas, há um risco hidrológico mais presente. Nós gerenciamos bem esse risco. Temos bastante agilidade e capacidade de fazer essa gestão, de antecipar os movimentos e administrar os riscos.

No caso do cliente, o que oferecemos é a gestão. Nós orientamos, da mesma forma que antecipamos para a nossa gestão, que há um risco hidrológico, que haverá um impacto no sistema, no preço, e também orientamos o cliente para que ele se programe.

Nesse sentido, no ano passado, por exemplo, nós implementamos com alguns clientes o que chamamos de resposta à demanda, ou seja, o cliente está numa situação em que ele precisa reduzir a produção e quer usar aquela parcela de energia que deixou de consumir para revender no mercado a preços mais altos. Então a gente consegue fazer, além da gestão interna da produção do cliente, uma combinação da gestão da produção com a gestão elétrica. Isso agrega muito valor.

Saiba como sua empresa pode aderir ao mercado livre de energia, contate um especialista http://bit.ly/MercadoLivreAESTiete