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14/03/2019

Energia renovável: o que é e qual o crescimento do setor

A energia elétrica é um dos principais insumos de indústrias, comércios e empresas de serviço. No entanto, apesar do avanço de recursos tecnológicos e das abordagens sustentáveis cada vez mais presentes no mercado e na sociedade, a geração de energia pelo mundo ainda é baseada em combustíveis fósseis, como carvão (38,3%) e gás natural (23,1%), de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME).

A escolha por energia renovável – uma energia gerada com recursos não esgotáveis, como sol, vento, água, biomassa, entre outros – para atender às demandas das empresas é um diferencial de mercado, pois agrega valor aos processos produtivos e ao produto final. Segundo o Deloitte Resources 2018 Study, 7 entre 10 empresas afirmam que seus clientes esperam que elas tenham alguma porcentagem de seu consumo vindo de fontes de energia renováveis.

A compra de energia renovável por empresas em contratos de longo prazo já se tornou uma tendência em muitos países e está viabilizando a construção de usinas ao redor do mundo. Nós já temos esse exemplo dentro de casa. O grupo AES, por meio da subsidiária sPower, tem um acordo firmado com a Microsoft, para o fornecimento de energia solar fotovoltaica com 315 MW de potência instalada, no estado da Virginia (EUA). Esse projeto faz parte da estratégia da empresa norte-americana em ter até 2020, 60% do seu consumo de energético em datacenters provenientes de fontes renováveis.

Estudos da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) apontam que a contratação de energia renovável totalizou 7,2 GW até Julho de 2018, número 20% superior aos 5,4 GW alcançados em 2017.  O maior comprador até o momento é o Facebook, com 1,1 GW, seguido pela AT&T, com 820 megawatts (MW), e a Norsk Hydro, com 667 MW.

Quem pode se beneficiar com a energia renovável?

Empresas de bens de consumo são as que mais se destacam nos investimentos em projetos que envolvem o consumo de energia renovável, de acordo com o RE100 Progress and Insights Report. O relatório sinaliza que esse comportamento das companhias é reflexo da influência de seus consumidores, que desejam que as empresas exerçam seus discursos de sustentabilidade.

Uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo, a P&G quer atender 20% de sua demanda com fontes renováveis até 2020. A longo prazo, a meta é abastecer suas usinas com energia 100% renovável até 2030. Outro gigante do setor, a Coca-Cola European Partners quer garantir que 100% do consumo de todas as suas operações sejam de origem renovável até 2020.

Como vimos, grandes indústrias já estão se movimentando e realizando contratos de longo prazo de energia renovável. Grandes redes de varejo, com consumo relevante de energia e que possuam metas ou sigam protocolos de sustentabilidade, também podem se beneficiar desses contratos, como é o caso do Walmart. De acordo com o RE100, a varejista norte-americana, presente em 28 países, tem o objetivo de atender 100% de sua demanda com fontes renováveis até 2025.

A compra de energias renováveis, como energia solar e eólica, atende às exigências sustentáveis, pois contribui com a redução das emissões de gases de efeito estufa e mostra esse compromisso aos seus consumidores.

“Além do caráter sustentável, importantíssimo para a sociedade e o meio ambiente, as empresas que compram energia renovável em contratos de longo prazo também garantem segurança e previsibilidade de custos. Isso porque conseguem estabelecer os valores fechados em contrato e, assim, protegem-se contra a volatilidade dos preços de energia”, afirma Rogério Jorge, Diretor de Relacionamento com o Cliente da AES Tietê, ao explicar sobre os benefícios de se aderir aos contratos de longo prazo de energia renovável.