O Projeto de Reflorestamento foi elaborado pela AES Tietê como objetivo de minimizar a tendência atual de degradação dos ecossistemas ciliares nas bordas de seus reservatórios, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas globais, promovendo e estimulando, efetivamente, o desenvolvimento sustentável na região. O desmatamento e as mudanças no uso do solo das áreas ciliares, associados a insuficiência de ações para sua recuperação têm representado um risco à integridade da Mata Atlântica e do Cerrado, biomas de grande importância global presentes no Estado de São Paulo.
O desenvolvimento do Projeto de Reflorestamento, que utiliza espécies nativas no reflorestamento das bordas dos reservatórios da AES Tietê, iniciou-se em 2001, sendo apresentado um piloto da metodologia de linha de base e monitoramento para a Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), com base nos princípios do Protocolo de Quioto, no âmbito da Convenção Global de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, em dezembro de 2004. O detalhamento da metodologia foi realizado pela AES, por meio de um Grupo de Trabalho integrado por consultores e representantes do corpo técnico da empresa. Após revisão profunda da metodologia, o Projeto foi reapresentado em novembro de 2005, obtendo a sua aprovação da metodologia em outubro de 2007., sob o titulo ARAM - 0010. A AES iniciará a validação de seu projeto em Setembro de 2008, e pretende iniciar o plantio de 500 ha em novembro de 2008.
Os principais objetivos desse projeto são o reflorestamento de 12.631 hectares de zona ciliar, resultando na absorção de aproximadamente 6 milhões de toneladas de carbono da atmosfera, e o desenvolvimento de metodologia e lições aprendidas para a viabilização de outros projetos semelhantes no futuro, em áreas de outros proprietários. Desta forma, a maior parte dos recursos do projeto será utilizada para custear atividades de implantação e manutenção das mudas, sendo a outra parte destinada ao monitoramento e verificação dos resultados obtidos no programa. Além disso, uma parte dos recursos deverá ser destinada para atividades de educação ambiental e conscientização da comunidade do entorno, visando o comprometimento dos demais ocupantes das bordas no sucesso do programa.